terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Carnatal é Natal

Aperto no coração
destino cruel que me segue
na dança da desilusão
a vida prossegue

a folia é garantida
troquei o incerto pelo duvidoso
voltei quase comprometida
desejo um tanto curioso

pra esse banho-maria que me consome
eu grito: SOME!
se continuar assim
nesse quero-não-quero sem fim
o que vai ser de mim?

a folia transborda
você vem e me abraça
a alegria retorna
e a noite volta a ter graça!

Dona Morena

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

é difícil explicar
mais ainda aceitar
faltam palavras
sobram sentimentos

a raiva que faz chorar
o abraço que faz amar
a raiva que faz amar
a raiva que faz amar

na cabeça tudo embaralha
ofuscando aquilo que já passara
será que vale a pena se arriscar?
será que vale assim amar?

mas se em você eu tudo sou
em outros braços não dará
e como um dia vou amar?
se nem raiva irei passar?

Dona Candinha

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Bem que eu quis
mas nada fiz
você sempre diz
que é feliz

antes fosse verdade
carregaria a glória
não teria vaidade
assim ilusória
de quem não tem saudade
de quem tem história
mas só me tem pela metade

Dona Morena

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Brincando de tirar idéias do papel

Reforma na casa, no curso, no corpo, no pensamento e no coração, essa é a proposta.
O que você faz com o seu tempo livre?

Não ter pressa dá a impressão de que a tarde virou tédio

não tem bala, belo, bola ou balão

não tem bula meu remédio.


Abraços são sempre bem-vindos!

Dona Morena

domingo, 7 de outubro de 2007

Boa pedida

É chegado o fim de semana, música boa e gente bonita é sempre uma boa pedida. Dona Candinha me liga animada: "Moreeena, tá pronta?!" Não precisa dizer mais nada.
Pagar um absurdo por uma dose de vodca e achar muito bom. Quase morrer de rir com aquela figura embregada dançando na sua frente, mas tudo bem, você está no grau também. Todos parecem contentes, talvez nem todos, mas de fato estão com um sorriso no rosto.
Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. É sexta a noite e você só quer levantar o copo lá no alto e cantar junto "o telefone tocou novamente, fui atender, mas não era o meu amor". ÊÊÊita sofrimento feliz!
Uma prévia, um pós. O assunto nunca acaba quando se está com as pessoas mais legais que você conhece. Tem até aquele moreno bonito e aquele sentimento de começo de uma boa história. A noite acaba chamando o dia e você vai pra casa na espera de um sábado com direito a ressaca e quem sabe uma ligação.

Dona Morena

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Dia de praia

Sol bonito torrando a pele, meio dia, um mar azul da cor do céu, um céu azul da cor do mar. Nenhuma nuvem atrapalhando, nenhum vendendor por perto, um reggae de fundo. Pois é, quem é de praia entende o bem que isso faz.
Quem não é deve imaginar.
Só é preciso fechar os olhos e ficar lá, pensando nessa vida. Porque nunca falta o que pensar quando se tem um coração metade alegria, metade solidão e tantos desamores assim. Mas hoje é um dia fácil pra dar risada, então só me resta emenda-lo com a noite e um pedacinho do amanhã, prolonga-lo o máximo que der que é pra aproveitar bastante a boa companhia desses sorrisos que me cercam.
E eu tô assim, feliz com a incerteza do amanhã.

Dona Morena

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Isn't it ironic, don't you think?

Tudo muda assim, inexoravelmente. A tristeza dá tchau sem ter pressa de voltar, e a felicidade vem com tudo, assim, de repente! Amizade, amor e ódio. É assim, e quando você nem vê a tristeza voltou, com a pressa que você nem imaginava ter, mas dessa vez foi só pra avisar, que a felicidade tava pedindo um abraço, daqueles bem apertados!

Dona Candinha

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Flanar

Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, gozar nas praças os ajuntamentos defronte das lanternas mágicas, depois de ter ouvido dilettanti de casaca aplaudirem o maior tenor do Lírico numa ópera velha e má; é ver os bonecos pintados a giz nos muros das casas, após ter acompanhado um pintor afamado até a sua grande tela paga pelo Estado; é estar sem fazer nada e achar absolutamente necessário ir até um sítio lôbrego, para deixar de lá ir, levado pela primeira impressão, por um dito que faz sorrir, um perfil que interessa, um par jovem cujo riso de amor causa inveja.
Flanar é negar-se a seguir a lógica massacrante da cidade, libertar-se do cotidiano para olhar a vida com outros olhos, negar a lógica vingente em seu próprio corpo, transformar a perda em um encontro.
Flanar é andar sem rumo para encontrar um caminho ...