Aperto no coração
destino cruel que me segue
na dança da desilusão
a vida prossegue
a folia é garantida
troquei o incerto pelo duvidoso
voltei quase comprometida
desejo um tanto curioso
pra esse banho-maria que me consome
eu grito: SOME!
se continuar assim
nesse quero-não-quero sem fim
o que vai ser de mim?
a folia transborda
você vem e me abraça
a alegria retorna
e a noite volta a ter graça!
Dona Morena
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
é difícil explicar
mais ainda aceitar
faltam palavras
sobram sentimentos
a raiva que faz chorar
o abraço que faz amar
a raiva que faz amar
a raiva que faz amar
na cabeça tudo embaralha
ofuscando aquilo que já passara
será que vale a pena se arriscar?
será que vale assim amar?
mas se em você eu tudo sou
em outros braços não dará
e como um dia vou amar?
se nem raiva irei passar?
Dona Candinha
mais ainda aceitar
faltam palavras
sobram sentimentos
a raiva que faz chorar
o abraço que faz amar
a raiva que faz amar
a raiva que faz amar
na cabeça tudo embaralha
ofuscando aquilo que já passara
será que vale a pena se arriscar?
será que vale assim amar?
mas se em você eu tudo sou
em outros braços não dará
e como um dia vou amar?
se nem raiva irei passar?
Dona Candinha
terça-feira, 6 de novembro de 2007
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Brincando de tirar idéias do papel
Reforma na casa, no curso, no corpo, no pensamento e no coração, essa é a proposta.
O que você faz com o seu tempo livre?
Não ter pressa dá a impressão de que a tarde virou tédio
não tem bala, belo, bola ou balão
não tem bula meu remédio.
Abraços são sempre bem-vindos!
Dona Morena
O que você faz com o seu tempo livre?
Não ter pressa dá a impressão de que a tarde virou tédio
não tem bala, belo, bola ou balão
não tem bula meu remédio.
Abraços são sempre bem-vindos!
Dona Morena
domingo, 7 de outubro de 2007
Boa pedida
É chegado o fim de semana, música boa e gente bonita é sempre uma boa pedida. Dona Candinha me liga animada: "Moreeena, tá pronta?!" Não precisa dizer mais nada.
Pagar um absurdo por uma dose de vodca e achar muito bom. Quase morrer de rir com aquela figura embregada dançando na sua frente, mas tudo bem, você está no grau também. Todos parecem contentes, talvez nem todos, mas de fato estão com um sorriso no rosto.
Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. É sexta a noite e você só quer levantar o copo lá no alto e cantar junto "o telefone tocou novamente, fui atender, mas não era o meu amor". ÊÊÊita sofrimento feliz!
Uma prévia, um pós. O assunto nunca acaba quando se está com as pessoas mais legais que você conhece. Tem até aquele moreno bonito e aquele sentimento de começo de uma boa história. A noite acaba chamando o dia e você vai pra casa na espera de um sábado com direito a ressaca e quem sabe uma ligação.
Dona Morena
Pagar um absurdo por uma dose de vodca e achar muito bom. Quase morrer de rir com aquela figura embregada dançando na sua frente, mas tudo bem, você está no grau também. Todos parecem contentes, talvez nem todos, mas de fato estão com um sorriso no rosto.
Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. É sexta a noite e você só quer levantar o copo lá no alto e cantar junto "o telefone tocou novamente, fui atender, mas não era o meu amor". ÊÊÊita sofrimento feliz!
Uma prévia, um pós. O assunto nunca acaba quando se está com as pessoas mais legais que você conhece. Tem até aquele moreno bonito e aquele sentimento de começo de uma boa história. A noite acaba chamando o dia e você vai pra casa na espera de um sábado com direito a ressaca e quem sabe uma ligação.
Dona Morena
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Dia de praia
Sol bonito torrando a pele, meio dia, um mar azul da cor do céu, um céu azul da cor do mar. Nenhuma nuvem atrapalhando, nenhum vendendor por perto, um reggae de fundo. Pois é, quem é de praia entende o bem que isso faz.
Quem não é deve imaginar.
Só é preciso fechar os olhos e ficar lá, pensando nessa vida. Porque nunca falta o que pensar quando se tem um coração metade alegria, metade solidão e tantos desamores assim. Mas hoje é um dia fácil pra dar risada, então só me resta emenda-lo com a noite e um pedacinho do amanhã, prolonga-lo o máximo que der que é pra aproveitar bastante a boa companhia desses sorrisos que me cercam.
E eu tô assim, feliz com a incerteza do amanhã.
Dona Morena
Quem não é deve imaginar.
Só é preciso fechar os olhos e ficar lá, pensando nessa vida. Porque nunca falta o que pensar quando se tem um coração metade alegria, metade solidão e tantos desamores assim. Mas hoje é um dia fácil pra dar risada, então só me resta emenda-lo com a noite e um pedacinho do amanhã, prolonga-lo o máximo que der que é pra aproveitar bastante a boa companhia desses sorrisos que me cercam.
E eu tô assim, feliz com a incerteza do amanhã.
Dona Morena
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Isn't it ironic, don't you think?
Tudo muda assim, inexoravelmente. A tristeza dá tchau sem ter pressa de voltar, e a felicidade vem com tudo, assim, de repente! Amizade, amor e ódio. É assim, e quando você nem vê a tristeza voltou, com a pressa que você nem imaginava ter, mas dessa vez foi só pra avisar, que a felicidade tava pedindo um abraço, daqueles bem apertados!
Dona Candinha
Dona Candinha
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Flanar
Flanar é ser vagabundo e refletir, é ser basbaque e comentar, ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem. Flanar é ir por aí, de manhã, de dia, à noite, admirar o menino da gaitinha ali à esquina, gozar nas praças os ajuntamentos defronte das lanternas mágicas, depois de ter ouvido dilettanti de casaca aplaudirem o maior tenor do Lírico numa ópera velha e má; é ver os bonecos pintados a giz nos muros das casas, após ter acompanhado um pintor afamado até a sua grande tela paga pelo Estado; é estar sem fazer nada e achar absolutamente necessário ir até um sítio lôbrego, para deixar de lá ir, levado pela primeira impressão, por um dito que faz sorrir, um perfil que interessa, um par jovem cujo riso de amor causa inveja.
Flanar é negar-se a seguir a lógica massacrante da cidade, libertar-se do cotidiano para olhar a vida com outros olhos, negar a lógica vingente em seu próprio corpo, transformar a perda em um encontro.
Flanar é andar sem rumo para encontrar um caminho ...
Flanar é negar-se a seguir a lógica massacrante da cidade, libertar-se do cotidiano para olhar a vida com outros olhos, negar a lógica vingente em seu próprio corpo, transformar a perda em um encontro.
Flanar é andar sem rumo para encontrar um caminho ...
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